Não sei...

19 de mar. de 2011
Mateus Wasculewsky
..como lhe falar isso, uma coisa tão banal, mas com tanto sentimento. Algo que está me devorando por dentro, como um vulcão que está preste a entrar em erupção, mas não tem forças suficientes para lançar sua linda, gloriosa e brilhante lava ao ar.
                Passo as noites imaginando e planejando, como lhe falar, desde a hora que conforto a cabeça ao meu travesseiro, até de manhã na hora que levanto e faz minhas atividades matinais. Chegando à hora do almoço, vem minha mãe e me pergunta por você, e eu respondo, ”Vai bem!”, mas na verdade meu coração se quebra em milhões de pedaços e uma pequena lágrima cai no canto de meu olho, e eu a seco rapidamente e tento disfarçar para ninguém da minha família perceber. O sol começa a descer, já é de tarde, eu saio de casa, com o peito estufado cheio de coragem, mas também contendo um coração frágil, desolado e com medo, sigo em direção a frente de sua residência, mas a hora que eu iria apertar a campainha, algo me impede, e fico tocando aquela campainha sem ação, sem ter forças suficientes para pressionar aquele botão, de repente um surto acontece comigo, já não respondo por mim, vejo você saindo pela porta de sua casa, com seus cabelos negros encaracolados, esvoaçantes ao vento, seus olhos castanhos, seus lábios singelos e lindos, com aquela expressão de felicidade, que não sei qual o motivo, fazendo meu coração se alegrar também e fazendo-me esquecer o que eu iria fazer lá.
                Ela sorri e me convida pra entrar e conversar um pouco. Na hora que estamos a conversar, me passa pela cabeça as várias conversas que eu tinha imaginado em minha mente durante a noite, pensando no modo mais apropriado para falar a ela o que eu realmente sentia. Mas me passou uma sensação estranha por todo meu corpo, como se algo me segurando, aceitei essa sensação e passamos o resto da tarde conversando. O sol já estava a se por no horizonte, ligo para minha casa para avisar a minha mãe que estava na casa de uma “amiga” e que iria ficar até tarde, chega à noite, olhamos televisão enquanto nós conversávamos sobre nossas experiências de vidas, depois disso passamos o resto da noite vendo filmes. Quando era cinco e meia da manhã nós nos levantamos do sofá onde estávamos, sentados com ela escorada em mim, e eu com vontade de falar para ela tudo o que sentia, mas com um medo dominando meu corpo, fomos até a porta e ficamos a esperar o sol aparecer no horizonte, com nós abraçados enroladas em um cobertor, pois fazia um pouco de frio, e eu a vejo olhando fixamente para o sol, enquanto me fixei nos olhos delas brilhantes como o sol.
                Logo depois que o sol nasceu, fomos à cozinha onde a mãe dela preparou um ótimo café da manhã para nós, depois nós fomos para o quarto dela conversar mais um pouco, e ela me falou que achava que eu gostava dela, neste momento, travei e comecei a gaguejar, e ela me disse, “Não precisa falar nada, a hora que você estiver pronto fale!”, a única coisa que consegui pensar em dizer foi “Uhum...”, me senti completamente prepotente. Ela me acompanha até a porta logo depois do almoço, e me despeço dela com um beijo no rosto e um abraço, quase chorando, e digo, ”Até mais tarde!”, chegando em casa, com muito sono, me direcionei ao banheiro, tomei um banho e depois fui para cama, só que não consegui dormir, fiquei pensando na melhor noite da minha vida ao lado dela, esperando que aconteça de novo logo, o meu único arrependimento foi não ter coragem de ter dito o que realmente sentia.
Eu te amo guria!

                Mateus Wasculewsky 

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